Vocabulário Bloco 2

Ferramentas de IA e como se fala com elas

Os termos que aparecem entre o pedido e a resposta: contexto, memória, limites de processamento, modos de operação e o que distingue uma citação conferível de uma citação apenas exibida.

23 termos

Prompt

Conceito
Texto de entrada pelo qual se orienta a ferramenta. Pode ser pergunta, comando, instrução de revisão, pedido de comparação ou combinação de tarefas.
No trabalho jurídico
O proveito da IA depende muito menos de fórmulas do que da delimitação da tarefa. Um bom pedido costuma responder a quatro perguntas: o que fazer, sobre qual material, para qual destino e o que não pode mudar. A quarta é a que os advogados mais esquecem e a que mais protege a peça — sem ela, a ferramenta reescreve a tese enquanto conserta a vírgula.
Erro comum
supor que prompt bom é prompt longo. Texto longo e disperso rende menos que texto curto e delimitado; o que pesa é a clareza do recorte, não o volume da instrução.
Exemplo
Em vez de “melhore este texto”: “revise esta contestação; preserve a tese e a ordem dos capítulos; elimine repetições; aponte passagens ambíguas sem reescrevê-las; não acrescente jurisprudência”.

Contexto

Conceito
Conjunto de informações que acompanha o pedido e situa a tarefa: tipo de documento, finalidade do trabalho, fase processual, destinatário da resposta, histórico da conversa e material anexado.
No trabalho jurídico
A mesma operação verbal muda de sentido conforme o destino. “Resumir uma decisão” pode significar síntese para estudo, nota interna, base para recurso ou quadro de providências — e cada uma delas exige seleção diferente do que é relevante. Informar o destino é o que impede o deslocamento.
Não confundir com
janela de contexto, que é o espaço disponível. Contexto é o que você fornece; janela é quanto cabe.
Exemplo
“Resuma esta interlocutória para uso interno, indicando pedido apreciado, fundamento determinante, prazo decorrente e pontos passíveis de impugnação” produz outra coisa que “resuma esta decisão”.

Janela de contexto (context window)

Conceito
Espaço total de texto que a ferramenta consegue considerar de uma só vez. Abrange as instruções permanentes, o material anexado, o histórico da conversa e a própria resposta em elaboração. Mede-se em tokens.
No trabalho jurídico
O limite não avisa quando é atingido: a ferramenta não recusa o excedente, ela o trata pior. Em autos extensos e conversas longas, o sintoma é silencioso — resumos que ficam genéricos, partes do documento ignoradas, instruções antigas esquecidas no meio do caminho. Trabalhar por trechos e por objetivos separados rende mais que concentrar tudo em um pedido.
Não confundir com
memória. A janela existe dentro de uma conversa e se esvazia quando ela termina; a memória atravessa conversas.
Exemplo
Revisão de peça longa dividida por objetivo — clareza, repetições, coerência entre fundamentos e pedido — em vez de “revise integralmente” em uma única mensagem com o processo inteiro anexado.

Token

Conceito
Unidade mínima em que o texto é dividido antes de ser processado. Um token corresponde, em regra, a uma palavra curta, a um pedaço de palavra longa ou a um sinal de pontuação — não a uma palavra inteira. É a unidade em que se medem o espaço da janela de contexto e, nos serviços cobrados por uso, o preço.
No trabalho jurídico
O português consome mais tokens que o inglês para dizer a mesma coisa, porque os divisores de texto foram ajustados sobretudo sobre material em inglês. Um acervo em português ocupa mais espaço do que a contagem de páginas sugere, e o espaço acaba sem aviso.
Não confundir com
caractere nem palavra. A conversão não é proporcional: nomes próprios, números de processo e termos técnicos costumam ser fragmentados em vários tokens, enquanto palavras comuns cabem em um.
Exemplo
Enviar quinze decisões e pedir, na mesma mensagem, resumo, comparação, extração de teses e minuta é gastar em uma operação o espaço que quatro operações separadas aproveitariam melhor.

Instrução de sistema (system instruction)

Conceito
Orientação estrutural que define o modo geral de atuação da ferramenta, situada acima dos pedidos pontuais do usuário. Em produtos de consumo, parte dela é definida pelo fornecedor e não é visível nem editável.
No trabalho jurídico
Explica por que a mesma pergunta rende respostas diferentes em produtos diferentes, e por que uma ferramenta insiste em ressalvas que você não pediu. Nem todo comportamento indesejado é falha: parte dele é instrução do fornecedor, e nenhum pedido seu a revoga.
Não confundir com
instrução permanente do usuário, que se soma à do sistema e cede diante dela.
Exemplo
Ambiente configurado para atuar sempre como revisor técnico de minutas, sem criar fatos, sem citar jurisprudência não fornecida e sem alterar a linha argumentativa central.

Instrução permanente (persistent instruction)

Conceito
Orientação registrada uma vez para valer em todas as conversas, ou em todas as conversas de um projeto, sem repetição a cada pedido.
No trabalho jurídico
Muitas cautelas se repetem: manter linguagem formal, não alterar a tese, separar problema de forma de problema de conteúdo, não acrescentar referência não fornecida, apontar incerteza em vez de resolvê-la por conta própria. Fixadas, o trabalho fica mais estável e a conversa mais curta.
Erro comum
tratá-las como blindagem. Instrução permanente reduz a frequência do desvio; não o impede. Continua sendo necessário conferir o que saiu.
Exemplo
Fixar que, em toda revisão de minuta, a ferramenta aponte ambiguidades e repetições e não reformule o mérito sem pedido expresso.

Projeto (workspace, custom GPT, gem)

Conceito
Espaço de trabalho que reúne, sob um mesmo escopo, instruções permanentes, arquivos de referência e um conjunto de conversas relacionadas.
No trabalho jurídico
É o recurso que melhor se ajusta à organização por caso ou por matéria: um projeto por processo, com as peças relevantes anexadas e as regras de trabalho fixadas, evita reenviar material e repetir instrução a cada conversa. E, como delimita o escopo, reduz o risco de contaminação entre casos.
O que decidir
Se o critério de separação for o cliente ou o caso, mantenha-o rigorosamente. Projeto que mistura casos reintroduz, pela porta dos fundos, o problema que ele resolveria.
Exemplo
Projeto de um recurso extraordinário reunindo acórdão recorrido, peças anteriores e a instrução de nunca citar precedente que não esteja entre os arquivos anexados.

Memória

Conceito
Recurso pelo qual a ferramenta conserva informações entre conversas — preferências de estilo, dados que você forneceu, padrões de trabalho — e as reaplica sem que você as repita.
No trabalho jurídico
Conveniente no trabalho recorrente e inconveniente quando um dado do caso A reaparece enquanto você trabalha no caso B. O risco não é apenas de sigilo: a ferramenta passa a responder com pressupostos que você não formulou naquela conversa, e a resposta parece consistente porque é coerente com premissas invisíveis.
O que decidir
Revise periodicamente o que a memória guardou; desative-a para trabalho sob sigilo estrito; e não confie nela para cautelas críticas — repita a orientação expressamente nos casos delicados.
Não confundir com
treinamento. A memória guarda informação para as suas conversas; o treinamento incorpora material ao modelo que atende a todos.
Exemplo
Preferência por revisão formal sem alteração de tese, conservada entre conversas — útil. Nome e situação de um cliente conservados do mesmo modo — a rever.

Histórico de interação (conversation history)

Conceito
Sequência de mensagens trocadas dentro de uma mesma conversa, reenviada à ferramenta a cada novo pedido para que ela mantenha o encadeamento.
No trabalho jurídico
O histórico é o que permite trabalhar por etapas, mas ele ocupa a janela de contexto e não distingue o que ainda vale do que foi superado. Conversa longa, em que a tarefa mudou várias vezes, degrada: a ferramenta mistura instruções antigas com novas e perde o foco do que se pede agora.
O que decidir
Separe por conversa o que é tarefa distinta. Revisão, comparação de versões, estratégia recursal e extração de teses no mesmo fio indefinidamente rendem menos do que quatro conversas.
Exemplo
Ao mudar de peça dentro do mesmo processo, abrir nova conversa e reenviar apenas o que a nova etapa exige.

Refinamento iterativo (iterative refinement)

Conceito
Melhoria progressiva do resultado por meio de ajustes sucessivos, em vez de tentativa única.
No trabalho jurídico
A primeira resposta raramente é a melhor, e quase nunca é a final. O ganho vem de corrigir o rumo com pedido específico — não de repetir “melhore”. Dizer o que está errado rende mais que dizer que está ruim.
Erro comum
iterar sobre um resultado que já partiu de premissa equivocada. Quando o problema está no recorte da tarefa, refazer o pedido é mais econômico que corrigir a resposta.
Exemplo
Primeiro a síntese; depois a eliminação de repetições; em seguida o rigor terminológico; por fim a reorganização dos parágrafos frágeis — cada etapa com instrução própria.

Encadeamento de prompts (prompt chaining)

Conceito
Divisão de uma tarefa complexa em uma sequência de pedidos menores, em que a saída de cada etapa alimenta a seguinte.
No trabalho jurídico
Poucas tarefas jurídicas ficam boas quando pedidas de uma vez, porque cada etapa exige um critério de seleção diferente. Separar também torna o erro localizável: quando o resultado final decepciona, sabe-se em qual etapa a qualidade caiu.
Não confundir com
refinamento iterativo. No encadeamento, cada etapa tem produto próprio e alimenta a próxima; no refinamento, insiste-se sobre o mesmo produto.
Exemplo
Em vez de “faça a apelação”: síntese dos autos; identificação dos fundamentos da sentença; seleção dos pontos recorríveis; e só então a minuta, com os três produtos anteriores em mãos.

Saída estruturada (structured output)

Conceito
Resposta organizada em formato previamente definido, com campos ou seções fixas, em vez de texto livre.
No trabalho jurídico
Estruturar não serve apenas para ler mais rápido: serve para tornar a ausência visível. Campo vazio denuncia informação que não foi encontrada no documento — no texto corrido, a mesma lacuna some na fluência da prosa. É a maior vantagem prática do formato em tarefas de triagem.
O que decidir
Defina os campos antes de rodar a primeira análise. Campos definidos depois obrigam a refazer tudo para manter a comparabilidade.
Exemplo
Análise de decisão sempre nos campos pedido apreciado, fundamento determinante, resultado, prazo e ponto de atenção — com “não consta” quando for o caso.

Consistência de resposta (response consistency)

Conceito
Grau de estabilidade com que a ferramenta responde à mesma tarefa ou a tarefas semelhantes, mantendo critério, estrutura e profundidade.
No trabalho jurídico
Importa sobretudo em série. Ao analisar cinquenta decisões, o valor do trabalho depende de que a quinquagésima tenha sido tratada com o mesmo critério da primeira — do contrário, a comparação entre elas mede a oscilação da ferramenta, não a diferença entre os julgados.
Não confundir com
acerto. Ferramenta consistentemente errada é consistente.
Exemplo
Fixar a mesma ordem de análise e os mesmos campos para toda a série, e conferir por amostragem se os últimos itens mantêm o padrão dos primeiros.

Variabilidade (temperature)

Conceito
Grau de aleatoriedade na escolha das palavras. Um parâmetro — chamado temperatura nas interfaces técnicas — controla se o sistema escolhe sempre a continuação mais provável ou admite alternativas menos prováveis.
No trabalho jurídico
É a razão técnica de a mesma pergunta render respostas diferentes, e explica por que não se pode tratar uma resposta como reprodução verificável de outra. Variabilidade baixa favorece extração de dados e análise em série; variabilidade alta favorece geração de hipóteses e alternativas de redação. Na maioria dos produtos de consumo o usuário não ajusta esse parâmetro, mas conhecer o efeito muda a expectativa.
Erro comum
concluir que a ferramenta “mudou de opinião”. Ela não tinha opinião: duas respostas divergentes podem sair da mesma configuração e do mesmo material.
Exemplo
Pedir três vezes a mesma classificação de um documento e obter três resultados. A divergência é informação útil: sinaliza que o critério não estava suficientemente delimitado.

Modo de raciocínio (reasoning, thinking)

Conceito
Configuração em que o sistema produz uma cadeia intermediária de passos antes de apresentar a resposta, gastando mais processamento e mais tempo em troca de melhor desempenho em tarefas de várias etapas.
No trabalho jurídico
Ajuda em cotejo entre documentos, contagem de prazo com múltiplas variáveis e análise que dependa de encadear condições. Não elimina a alucinação, e o texto do raciocínio exibido não é auditoria: é mais texto gerado, sujeito aos mesmos limites da resposta que o segue.
Erro comum
ler os passos intermediários como demonstração de que a conclusão está correta. Cadeia coerente e conclusão certa são coisas distintas.
Exemplo
Comparar duas versões de contrato e apurar o efeito de cada alteração sobre a cláusula de rescisão rende mais com esse modo; conferir a redação de um parágrafo, não.

Multimodal

Conceito
Capacidade de tratar mais de um tipo de conteúdo — texto, imagem, áudio, vídeo — no mesmo fluxo.
No trabalho jurídico
Alcança boa parte do material forense: decisão fotografada, croqui de acidente, gráfico de laudo, áudio de audiência. A leitura de imagem por modelo multimodal é diferente de OCR — o modelo interpreta o que vê, e interpretação admite erro de leitura silencioso, sem o sinal de baixa qualidade que uma digitalização ruim costuma dar.
O que decidir
Para documento que servirá de base a peça, prefira o texto extraído e conferido à leitura direta da imagem. Para compreensão preliminar, a leitura direta basta.
Exemplo
Transcrever a ata de audiência a partir do áudio acelera o trabalho; usar a transcrição como citação literal em peça exige conferência contra a gravação.

Modo pesquisa (web search, browsing, deep research)

Conceito
Recurso em que a ferramenta consulta a internet durante a elaboração da resposta e a compõe a partir das páginas recuperadas, em vez de responder apenas com o que aprendeu no treinamento.
No trabalho jurídico
Resolve o corte de conhecimento e introduz outro problema: a qualidade da resposta passa a depender da qualidade das páginas encontradas. Notícia de portal, ementa isolada e resumo de terceiros circulam melhor na internet que o inteiro teor — e é o que a ferramenta tende a encontrar primeiro.
Erro comum
aceitar a presença de links como conferência feita. O link mostra de onde veio o texto; não mostra se a fonte sustenta a afirmação, nem se o precedente segue válido.
Exemplo
Resposta sobre tese firmada em repetitivo construída sobre notícia do próprio tribunal. A notícia é fonte oficial de que houve julgamento; não é a tese, que está no acórdão.

Ancoragem em fonte (grounding)

Conceito
Vinculação da resposta a documentos determinados, recuperados e apresentados ao modelo no momento do pedido, em vez de produzida a partir do conhecimento incorporado no treinamento.
No trabalho jurídico
É o que torna a resposta conferível: existe um documento contra o qual confrontá-la. Reduz muito a invenção de fontes, mas não elimina o erro de leitura — a ferramenta pode citar corretamente um documento e descrever mal o que ele diz. A ancoragem muda o objeto da verificação; não dispensa a verificação.
Não confundir com
citação gerada. Uma resposta pode exibir referências sem ter sido construída sobre elas.
Exemplo
Análise elaborada sobre os acórdãos anexados ao projeto, em que cada afirmação remete a um trecho localizável, contra análise elaborada “de memória” sobre o mesmo tema.

Citação gerada (generated citation)

Conceito
Referência produzida pela ferramenta junto com a resposta. Pode corresponder a um documento efetivamente recuperado, a um documento real descrito de modo inexato, ou a nenhum documento.
No trabalho jurídico
A citação é o ponto em que a alucinação se torna profissionalmente grave, porque migra do rascunho para a peça e de lá para os autos. Três falhas distintas convivem sob a mesma aparência: fonte inexistente; fonte existente com dados trocados; fonte existente e correta que não sustenta a afirmação que a precede. Só a terceira sobrevive à conferência dos metadados — e é a mais frequente.
O que decidir
Nenhuma citação entra em peça sem abertura do inteiro teor. Conferir número e órgão julgador verifica a existência, não a pertinência.
Exemplo
Acórdão real, número correto, órgão correto, ementa correta — e tese firmada em contexto processual diverso do caso em análise. A citação passa em toda conferência que não seja a leitura.

Corte de conhecimento (knowledge cutoff)

Conceito
Data até a qual vai o material usado no treinamento do modelo. Sobre o que veio depois, o modelo nada sabe — salvo se a ferramenta consultar a internet ou receber os documentos no pedido.
No trabalho jurídico
O ponto delicado não é a ausência de informação, é a resposta desatualizada apresentada com segurança. O modelo não sente a lacuna: descreve a redação anterior de um artigo, ou um entendimento superado, com a mesma naturalidade com que descreveria o vigente. Sempre que a resposta depender de norma, súmula ou tese, a conferência em fonte primária é obrigatória, não recomendável.
Não confundir com
alucinação. Aqui a informação existiu e era correta; deixou de ser.
Exemplo
Resposta que descreve resolução revogada como vigente, porque a revogação é posterior ao corte. O texto está certo quanto ao passado e errado quanto ao presente.

Jailbreak

Conceito
Tentativa deliberada de contornar as restrições de comportamento de um sistema por meio de instruções construídas para esse fim.
No trabalho jurídico
O termo interessa por duas razões, e nenhuma delas é praticá-lo. A primeira: mostra que restrição definida em linguagem natural é orientação, não impedimento — o que vale igualmente para os limites que você define. A segunda: aparece em casos concretos, sobretudo em responsabilidade civil de fornecedores e em prova digital, e convém saber do que se trata.
Não confundir com
injeção de instrução. No jailbreak é o próprio usuário quem tenta burlar o sistema; na injeção, um terceiro planta a instrução no material, e o usuário é a vítima.
Exemplo
Discussão sobre responsabilidade do fornecedor por conteúdo obtido mediante contorno deliberado das salvaguardas do produto pelo próprio usuário.

Benchmark

Conceito
Prova padronizada aplicada a modelos para comparar desempenho em determinado tipo de tarefa, com resultado expresso em pontuação.
No trabalho jurídico
É a métrica que a propaganda usa e a que menos informa sobre o seu trabalho. Os testes medem tarefas definidas por quem os construiu, em geral em inglês e sobre material que não é o brasileiro; desempenho alto em prova de raciocínio geral não prevê fidelidade na síntese de um acórdão. Teste próprio, sobre cinco documentos seus cuja resposta correta você já conhece, informa mais que qualquer tabela comparativa.
Erro comum
escolher a ferramenta pela pontuação anunciada, em vez de pela tarefa que se pretende executar e pelo regime de dados que ela oferece.
Exemplo
Selecionar cinco decisões já lidas por você, pedir a síntese em campos fixos e comparar as ferramentas pelo que erraram — não pelo que pontuaram.

Custo por uso (usage-based pricing)

Conceito
Modelo de cobrança em que se paga pelo volume de tokens processados, em vez de mensalidade fixa. Convive com planos de assinatura, que trocam a cobrança variável por limites de uso — número de mensagens, de arquivos ou de execuções em determinado período.
No trabalho jurídico
Interessa quando o trabalho deixa a conversa e vira fluxo repetido sobre acervo: analisar mil decisões tem custo previsível por documento, e esse custo é critério de viabilidade do projeto. Interessa também porque o limite de um plano costuma ser atingido no meio de uma tarefa longa, com interrupção que não avisa antes de começar.
O que decidir
Antes de rodar em série, estime pelo custo de uma unidade multiplicado pelo acervo. Preços e limites mudam com frequência: confira na página oficial do produto e anote a data.
Exemplo
Testar o fluxo em dez documentos, medir o consumo e projetar para o acervo inteiro antes de autorizar a execução completa.